segunda-feira, 22 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Você conhece os perigos do câncer de boca?

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco. Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?

Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:
- Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
- Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
- Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
- Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
- Dificuldade para mastigar ou para engolir;
- Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
- Inchaço que impede a adaptação correta da
dentadura.   
- Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?

Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.

Fumo: a ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida. O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes. Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Como se trata o câncer bucal?

Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2009 Colgate-Palmolive.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Consumo aumentado de refrigerantes prejudica os dentes

Nas diversas regiões do Brasil, as pessoas usam palavras diferentes para identificar um refresco adocicado e gaseificado — o refrigerante. Porém, não importa o nome que se use, trata-se de algo que pode provocar sérios problemas de saúde bucal.
Os refrigerantes destacam-se como uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta, atingindo pessoas de todas as idades. Ácidos e subprodutos acidíferos do açúcar presente nos refrigerantes desmineralizam o esmalte dental, contribuindo para a formação das cáries. Em casos extremos, o esmalte desmineralizado combinado com escovação inadequada, bruxismo (hábito de ranger os dentes) ou outros fatores pode levar à perda dental.
Bebidas sem açúcar, que respondem por apenas 14% do consumo total de refrigerantes, são menos prejudiciais. Entretanto, elas são acidíferas e têm potencial para causar problemas.
Consumo aumenta cada vez mais
O consumo de refrigerantes nos Estados Unidos aumentou drasticamente em todos os grupos demográficos, especialmente entre crianças e adolescentes. O problema é tão grave que autoridades de saúde como a American Academy of Pediatrics começou a alertar sobre os perigos. Quantas crianças em idade escolar bebem refrigerantes? Estimativas variam de uma em cada duas à quatro em cada cinco consumindo pelo menos um refrigerante por dia. Pelo menos uma em cada cinco crianças consome um mínimo de quatro porções por dia. Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia. Porções maiores agravam o problema. De 180 ml na década de 80, o tamanho do refrigerante aumentou para 570 ml na década de 90.
Crianças e adolescentes não são as únicas pessoas em risco. O consumo prolongado de refrigerantes tem um efeito cumulativo no esmalte dental. Conforme as pessoas vivem mais, mais pessoas terão probabilidade de apresentar problemas.
O que fazer
Crianças, adolescentes e adultos podem se beneficiar com a redução do número de refrigerantes que consomem, e também com as terapias bucais disponíveis. Eis algumas medidas que você pode tomar:
- Substitua o refrigerante por bebidas diferentes: Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.
- Enxágue a boca com água: Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos.
  Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor. Seu dentista pode recomendar um enxaguatório bucal que você compra na farmácia ou supermercado ou prescrever um mais concentrado dependendo da gravidade do seu problema. Ele também pode prescrever um creme dental com maior concentração de flúor.
  - Faça aplicação de flúor com o profissional: Seu dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução.
Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com seu dentista e higienista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Há uma relação entre minha saúde bucal e minha saúde geral?

No caso das mulheres, um número cada vez maior de estudos relaciona as enfermidades gengivais com uma variedade de problemas que afetam a saúde da mulher. Como a gengivite é uma infecção causada por bactérias, estas podem entrar na corrente sangüínea e tornar-se causa de outras complicações:
  • Problemas cardíacos: pessoas com gengivite correm um risco maior de ter problemas cardíacos, com o dobro de possibilidade de sofrerem ataques fatais.
  • Derrame: Um estudo revelou a existência de uma relação causal entre infecções bucais e risco de derrame ou também conhecido como acidente vascular cerebral (AVC).
  • Diabetes: Os diabéticos são mais propensos a terem gengivite e nestes indivíduos é mais difícil controlar o açúcar no sangue. A gengivite pode ser um fator de risco para o diabético, mesmo em indivíduos com açúcar controlado.
  • Problemas respiratórios: Bactérias que se desenvolvem na cavidade bucal podem chegar até os pulmões e causar doenças das vias respiratórias, tal como a pneumonia, especialmente em pessoas que têm gengivite.
  • Resultados da gestação: As gestantes com gengivite podem estar mais propensas a partos prematuros ou terem bebês de menor peso ao nascer. A gengivite também pode aumentar o nível dos líquidos biológicos que estimulam o parto.
Como a gengivite em geral não dói, muitas mulheres só notam que têm o problema quando este já está em estado avançado. A melhor defesa é a cuidadosa higiene bucal diária com uma boa escovação e o uso de fio dental e as consultas regulares com seu dentista.
Os requisitos relacionados à saúde bucal mudam com o passar do tempo?
A mulher tem necessidades especiais relacionadas à saúde bucal nas diversas fases da vida. As mudanças nos níveis de hormônio que ocorrem na puberdade, seguidas da menstruação, gravidez e menopausa tornam as gengivas mais sensíveis à placa bacteriana. Nessas etapas da vida, as mulheres não podem esquecer de escovar e usar fio dental todos os dias, para evitar a gengivite.
Outras informações importantes:
  • Menstruação – Algumas mulheres notam que sua gengiva incha e sangra antes da menstruação. Outras têm afta ou inflamações na mucosa bucal. Estes sintomas geralmente desaparecem no início da menstruação.
  • Contraceptivos orais – A inflamação da gengiva é um dos efeitos colaterais mais comuns dos contraceptivos orais.
  • Gravidez – estudos mostram que muitas mulheres grávidas têm gengivite quando a placa bacteriana se forma sobre os dentes e irrita a gengiva. Os sintomas são gengivas avermelhadas, inflamadas e com sangramento. O cuidado pré-natal é sempre extremamente importante.
  • Menopausa – Os sintomas bucais experimentados durante este estágio na vida de uma mulher são gengiva avermelhada ou inflamada, desconforto, sensação de ardência, sensação de alteração do paladar e boca seca.
  • Osteoporose – Várias pesquisas sugerem a existência de uma relação entre a osteoporose e a perda óssea nos maxilares. Os pesquisadores sugerem que isto pode levar à perda de dentes por causa da provável diminuição da densidade dos ossos onde os dentes estão inseridos. Juntamente com a osteoporose, a doença periodontal acelera o processo de perda de estrutura óssea ao redor dos dentes.
Fontes:National Women's Health Resource Center [Centro Nacional de Recursos da Saúde da Mulher], fevereiro de 2000; The American Academy of Periodontology [Academia Americana de Periodontologia], 5 de junho de 2000; The American Academy of Periodotonlogy [Academia Americana de Periodontología], 17 de janeiro de 2001; The American Academy of Periodontology [Academia Americana de Periodontología], 15 de maio de 2000
     
     
     

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Lentes de Contato Dental

Se o sorriso é o cartão de visitas de qualquer pessoa, os dentes são os maiores responsáveis por essa impressão. Dentes de tamanho adequado, sem espaços entre eles e sem manchas são o sonho de consumo daqueles que se preocupam com a aparência e a saúde. Mas nem todos foram agraciados pela perfeição. Para esses, os consultórios estão repletos de boas soluções, como a chamada lente de contato dental, tecnologia que utiliza as conhecidas facetas de porcelana, porém mais finas que as anteriores. Trata-se de uma técnica de confecção de finas lâminas de porcelana (a mesma utilizada para confecção de coroas cerâmicas ou facetas), que são coladas sobre a superfície do dente para recobrir dentes amarelados, com manchas ou levemente desalinhados.
O procedimento é indicado pelo dentista que realiza o trabalho com a ajuda do ceramista (profissional técnico em prótese dental - TPD), que fabrica a lente de cerâmica que vai ser "colada" sobre os dentes. As lentes de contato são confeccionadas uma a uma, em um processo delicado e artesanal de escultura, montagem e confecção, pois são estruturas de cerca de 0,2mm de espessura.
A técnica é pouco invasiva e, portanto, altamente conservadora das estruturas dentais naturais. A grande vantagem deste tratamento é que o dentista não precisa desgastar os dentes do paciente com brocas, preservando ao máximo sua estrutura.
 
O tempo de vida varia de paciente a paciente, mas pode durar entre 5 a 10 anos.
A maioria dos artistas e celebridades já transformou seus sorrisos com a ajuda das Lentes de Contato Dentais....e você, está esperando o que para deixar seu sorriso igual ao dos famosos??

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como evitar a gengivite durante a gravidez

Se você estiver grávida, não deixe de comunicar ao seu dentista sobre os primeiros sinais e sintomas de doença das gengivas. As grávidas têm maior risco de doença periodontal devido às concentrações aumentadas de progesterona da gravidez,que  causam uma resposta exagerada às bactérias da placa. Em conseqüência, é mais provável que as grávidas desenvolvam gengivite, inclusive se seguirem uma rotina constante de cuidado da saúde oral.


A gengivite é mais comum durante os meses dois a oito da gravidez. Informe ao seu dentista quando estiver grávida, ele lhe recomendará profilaxias dentais mais freqüentes durante o segundo trimestre ou no começo do terceiro trimestre, a fim de ajudar a combater os efeitos do aumento de progesterona e evitar a gengivite.

Além disso, consumir uma dieta equilibrada durante a gravidez ajuda a promover a saúde dental e geral para você e para o seu bebê. Os dentes de um bebê começam a se desenvolverem nos meses três a seis da gravidez, por isso deve assegurar-se de que você recebe suficiente cálcio, vitaminas D, C e A, fósforo e proteínas.

Persiste o mito de que uma mulher grávida perde cálcio dos dentes se não recebe suficiente cálcio na dieta durante a gravidez. De fato, qualquer perda de cálcio devido a uma deficiência de cálcio na dieta ocorrerá nos ossos, não nos dentes. Mas se você incluir abundantes alimentos ricos em cálcio na dieta durante a gravidez, seus ossos e dentes, e os de seu bebê, deveriam ser fortes e sadios.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que é hipersensibilidade dental?

A hipersensibilidade dentinária acontece quando a raiz do dente fica exposta. Uma vez que a raiz é exposta, a camada protetora pode ser facilmente removida, resultando em túbulos dentinários abertos. A dor é causada pelo movimento de fluido nestes túbulos que chegam até as terminações nervosas do dente. Calor, frio, ar e pressão podem causar essa rápida movimentação de fluido nos túbulos, gerando a sensação de dor.
Ignorar os dentes sensíveis, além de lhe privar de um simples sorvete, pode levar a outros
problemas bucais. A dor causada pela hipersensibilidade dentinária pode fazer com que você não escove seus dentes adequadamente, aumentando o risco de cárie dentária e doenças gengivais.
Como saber se tenho hipersensibilidade dentinária?
Se você sentir uma dor aguda e de curta duração após a ingestão de alimentos e bebidas quentes ou frias, seus dentes podem estar sensíveis. Mas você não é o único a sentir isso. Este é um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.
Como tratar a hipersensibilidade dentinária
Em primeiro lugar, visite seu dentista para o correto diagnóstico de seu problema bucal. Pergunte a ele quais os produtos mais adequados para a prevenção e tratamento da hipersensibilidade dentinária, além de orientação quanto a correta técnica de escovação, uma vez que a força excessiva na escovação pode ocasionar a recessão gengival, deixando a raiz exposta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Brasil vive boom de transplante de osso para tratamento dentário

A busca por um sorriso perfeito tem lotado os consultórios dentários para alegria não só dos pacientes que recuperam sua autoestima, mas também dos profissionais especializados e de um novato nos bancos de tecidos, o osso. A odontologia tem sido responsável por uma explosão nos números de transplantes desse órgão que até bem pouco tempo era ignorado como alternativa de doação humana.
O volume do transplante ósseo no País saltou de 755 casos em 2005 para 23.647 em 2010. Nos primeiros nove meses de 2011, os registros chegaram a 17.609 casos, segundo a Associação Brasileira dos Transplantes de Órgãos (ABTO).
“Há uma forte procura por esse tipo de tecido para tratamento com implantes dentários”, afirma Augusto Santos, responsável pelo Banco de Tecidos do Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Faculdade de Ortopedia da USP. “O transplante de ossos é oficial, como de fígado ou rim”, explica Santos. “E tem sido muito usado nos consultórios”.
O estudo da entidade mostra que a curva dos transplantes de osso dispara a partir da regulamentação da nova lei dos bancos de tecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com as modernas técnicas de aproveitamento do osso de doador humano, a oferta do tecido para a reconstrução de face e região da arcada dentária aumentou de 4,1 transplantes de osso por milhão de pacientes (pmp), naquele ano, para 123,1 pmp em 2011 (janeiro a setembro).
De acordo com o cirurgião bucomaxilo do Hos pital das Clínicas André Caroli Rocha, os enxertos de osso humano para correção odontológica funcionam no apoio de tratamentos como os implantes que usam bases de titânio, o “ouro” da moda dos consultórios dentários.
De acordo com o cirurgião do HC, “o osso transplantado é usado para completar cavidades junto com os pinos. O material de banco de tecidos pode ser granulado ou em blocos, conforme a necessidade e a indicação de cada paciente,” explica Caroli.
Ele explica ainda que o enxerto é também usado no levantamento do maxilar e no alargamento dos ossos da parede da boca para posterior aplicação no local das bases de titânio que darão sustentação para dentes individuais, recuperando as funções de mastigação do paciente e permitindo a reparação estética.
Uma das técnicas nesse tratamento de reposição é a do transplante de osso direto de outras partes do corpo, como da bacia do próprio paciente, para que haja reconstrução da estrutura reduzida. Os resultados são considerados excelentes, porém pode haver resistência do paciente em razão do trauma da cirurgia.
O cirurgião do HC diz que eventuais falhas podem ocorrer, mas que são, em regra, mais ligadas à técnica de implante, ou seja, às habilidades do profissional que opera, do que à rejeição do organismo receptor do osso.”A parte do osso que é colocada no paciente é somente a estrutura mineral do órgão. Não há partículas orgânicas no processo”, afirma
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Diagnóstico de pré-diabetes pode ser feito no dentista

Uma breve visita ao dentista pode ajudar na identificação de casos de pré-diabetes e diabetes. Pelo menos é o que espera um grupo de dentistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Em um estudo publicado no Journal of Dental Research, os pesquisadores desenvolveram um protocolo para identificar problemas bucais que poderiam acontecer em decorrência do aumento nos níveis de açúcar no sangue.
Segundo Ira Lamster, decano do curso de odontologia de Columbia e co-autor da pesquisa, as doenças periodentais (como inflamações na gengiva) podem ser também complicações precoces do diabetes. “Pesquisas anteriores focam apenas na prática médica, as contribuições de descobertas odontológicas ou mesmo os centros de odontologia não eram levados em consideração”, diz Lamster.
No estudo da equipe americana foram avaliados cerca de 600 pessoas, com 40 anos ou mais (no caso dos brancos não-hispânicos) ou com 30 anos ou mais (hispânicos não-brancos). Nenhum dos participantes sabia se era ou não diabético ou pré-diabético.
Cerca de 530 pacientes tinham pelo um fator de risco - histórico familiar da doença, colesterol alto, hipertensão, sobrepeso ou obesidade. Todos fizeram exames periodentais, teste para hemoglobina glicada e de glicose (exames sanguíneos para identificação dos níveis de glicose no sangue).
Descobriu-se, então, que um simples protocolo com dois parâmetros dentais poderia ser efetivo na identificação do pré-diabetes e do diabetes: número de dentes faltando e percentual de bolsas periodontais (espaços entre os dentes e as gengivas). “Nossas descobertas fornecem uma abordagem simples que pode ser facilmente usada em todas as práticas odontológicas”, diz Evanthia Lalla, co-autora da pesquisa.

Fonte: Veja SP

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Clareamento dental sem orientação pode causar danos irreversíveis

Kits de clareamento dental, à venda por valores que variam entre 100 e 200 reais, parecem simples de usar e inofensivos. A empresária carioca Cristiana Marroig, 28 anos, acreditou na promessa de dentes mais brancos e acabou comprando uma caixa com o kit clareador em um dos shoppings mais tradicionais do Rio de Janeiro. Em apenas dois dias, os resultados apareceram. Mas não os que ela esperava. O produto trouxe gengivas inflamadas, sangramento e manchas em toda a arcada dentária. O gel e a moldeira usados por Cristiana não foram aprovados por um dentista. A venda do produto, liberado para o comércio no Brasil, também não foi devidamente supervisionada. O pequeno experimento da empresária por pouco não terminou em uma série de sequelas graves e irreversíveis – e em muita dor. Com um agravante: tudo estava devidamente dentro da lei.
O material pode ser comprado pela internet ou em lojas especializadas. Alguns kits são mais completos e já vêm, além do gel clareador, com uma moldeira que, após amolecida em água quente, pode ser encaixada na arcada dentária. Em seguida, basta colocar um punhado do gel da bisnaga e encaixar na boca. O processo, contudo, é desencorajado pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), que considera a prática uma autoprescrição tão perigosa quanto o consumo indiscriminado de medicamentos. “O teor abrasivo desses clareadores é perigoso quando usado sem orientação profissional. Ele pode danificar o esmalte do dente”, diz Marcos Luis Santana, do CFO.
Riscos — Os riscos do clareamento dental caseiro sem orientação são muitos. Vendido em concentrações variadas, o peróxido de carbamida (substância do gel) tem de ser administrado de acordo com as necessidades pontuais de cada paciente. Um gel muito forte pode ser agressivo e doloroso para uma pessoa com dentes muito sensíveis, por exemplo. De acordo com Mauro Piragibe, da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), há grandes chances do produto vazar da moldeira e entrar em contato com as mucosas da boca. Ele pode causar perda de papila (gengiva entre os dentes), retração de gengiva (deixando a raiz à mostra) – ambos reversíveis apenas com enxerto -, inflamações da bochecha e dos lábios e até piorar casos de gastrite e úlcera gástricas. “Isso acontece porque a moldeira não é bem feita. Para esse tipo de tratamento, ela precisa ser feita dentro de um consultório, de maneira personalizada, com o formato exato dos dentes do paciente. Só assim os riscos do gel vazar são mínimos”, diz.
Sem controle — Os clareadores dentais não têm venda restrita no Brasil, desde que sejam registrados pela Anvisa. Para conferir, basta se certificar que o produto tenha o símbolo do órgão federal na embalagem. Apesar de ser facilmente encontrado em sites de venda na internet, algumas lojas especializadas só comercializam os produtos para dentistas com registro profissional. Mas fazem isso somente em cumprimento a uma recomendação do Conselho Federal de Odontologia, sem força de lei. O CFO requer há muito tempo que a venda seja feita exclusivamente a especialistas da área.
Em julho de 2009, a diretoria do conselho enviou um ofício à Anvisa solicitando novos estudos sobre a comercialização dos clareadores. “Queremos que seja criada uma Câmara Técnica de Discussão sobre a Odontologia. Um local específico para se discutir a venda de produtos e materiais de uso odontológico”, diz Marcos Luis Santana, que representa o CFO na Anvisa. O órgão federal, em resposta, afirmou que tal instância para discussão já existe e é representada pela Associação Brasileira de Odontologia. “Mas queremos algo específico que discuta mais de perto o problema da venda desses produtos. Estamos preparando um segundo ofício para pedir uma reunião com a diretoria da Anvisa”, diz Santana.
No consultório — Há dois tipos de clareamento mais seguros, ambos feitos sob a supervisão de um dentista. O primeiro deles, chamado de caseiro, tem basicamente o mesmo princípio do que vem sendo feito sem orientação, mas, além de contar com uma moldeira feita por um protético, o paciente usa o gel na concentração indicada pelo dentista. “Em alguns casos a pessoa não tem nem indicação para o clareamento, simplesmente porque o dente dela não vai clarear ou porque ela tem cárie, machucados na gengiva, restauração, tártaro ou alergia ao produto”, diz Carlos Rocha Gomes Torres, professor da Faculdade de Odontologia da Unesp de São José dos Campos. Mas há casos mais delicados. Algumas pesquisas apontam, por exemplo, que, se o fumante fizer clareamento, o produto pode aumentar as chances de câncer de boca.
Já o clareamento com o uso de laser ou de LED (uma tipo de luz alternativa ao laser) é mais indicado aos indivíduos que esperam um resultado mais rápido. O uso de luz, no entanto, pode estar com os dias contados. Segundo Mauro Piragibe, da ABO, há estudos em andamento que mostram que o uso de luz pode aumentar, em média, 2˚C a temperatura da polpa do dente. “Pesquisas recentes apontam que isso pode causar danos futuros”, diz o especialista.
Fonte: Revista Veja

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Contenção após tratamento ortodôntico

Após a movimentação ortodôntica e tratamento da má oclusão há uma tendência de retorno dos dentes às posições iniciais, devido à presença de fibras elásticas ao redor dos dentes. Esta tendência, chamada recidiva, pode ser eliminada com a utilização de contenções, que podem ser fixas ou removíveis. Assim o objetivo da contenção ortodôntica pode ser definido como: manutenção dos dentes em posições estáticas e funcionais ideais.O tempo de permanência da contenção está relacionado à idade do paciente, características e severidade da má oclusão, hábitos e outros fatores etiológicos, mecânica empregada e experiência clínica do ortodontista. Como não se pode prever os casos que irão apresentar recidiva, ou o tempo de contenção necessário, a contenção por tempo indefinido tem sido recomendada para se manter os resultados finais alcançados com o tratamento ortodôntico

As contenções ortodônticas podem ser fixas ou removíveis. No caso dos dentes superiores, normalmente opta-se pela contenção removível, devido à maior facilidade de adaptação e utilização pelos pacientes. Já no caso dos dentes inferiores, há uma tendência geral dos ortodontistas optarem pela contenção fixa, devido às dificuldades de adaptação, estética e ao movimento da língua que pode levar ao desajuste do aparelho removível. A maioria dos ortodontistas tem preferido manter a contenção colada nos dentes inferiores para sempre.

De acordo com o tipo de tratamento executado, o ortodontista deverá planejar retornos de reavaliação das posições dos dentes e da adaptação das contenções, assim como encaminhamentos para realização de limpezas periódicas e outros tratamentos que forem necessários.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A primeira consulta ao dentista

Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas atualmente recomenda-se que a primeira visita ao dentista seja feita no primeiro ano de vida, pois é nesta fase que normalmente chegam os dentinhos e com eles muitas dúvidas quanto aos seus cuidados.
É no primeiro ano de vida que se estabelecem os hábitos de higiene oral, amamentação, alimentação e muitas vezes de sucção de chupetas e dedo que, se em desequilíbrio, poderão levar ao aparecimento de cáries, problemas gengivais e mal-oclusões (mal encaixe entre os dentes e possível desarmonia de língua e lábios). Sim, bebês podem ter cáries, gengivite, e problemas de mordida! Mas tudo isto pode ser prevenido e evitado.
É também entre o primeiro e o segundo ano de vida que se tem uma grande incidência de quedas envolvendo a região bucal, quando a criança começa a dar os primeiros passos, embora sem muita coordenação. E estes acidentes merecem cuidado, frente as variadas seqüelas que se poderá ter nos próprios dentes de leite e nos permanentes (que já se encontram em formação).
A primeira visita ao dentista reserva muitas boas surpresas e novidades que normalmente encantam os pequenos pacientes. É dividida em diferentes momentos, que assim como os procedimentos e técnicas que serão comentadas a seguir, irá variar de acordo com a formação do profissional, a necessidade e a idade do paciente.
Após perguntas sobre a saúde geral da criança, faz-se uma detalhada conversa com os responsáveis, para que se conheça o risco que a criança tem em desenvolver problemas bucais, e se conheça o pequeno paciente também.
É feita então a apresentação do meio odontológico da forma mais acolhedora possível, visando estimular a curiosidade da criança, sempre com explicações coerentes à sua faixa etária.
O próximo passo é o exame da criança, uma inspeção visual onde registra-se a situação atual de desenvolvimento da boquinha e procura-se qualquer anormalidade em dentes e gengivas e nas funções relacionadas à face, como sucção, respiração, deglutição, mastigação, fala, etc.
Para a limpeza ("Profilaxia"), poderá ser colocado um corante, chamado "evidenciador de placa bacteriana", que colore apenas as placas bacterianas, para que os pais possam visualizar se a limpeza feita em casa está sendo efetiva, e para que se possa orientá-los a contornar as dificuldades. A limpeza dos dentinhos poderá ser feita com a escovinha giratória e o fio dental, e também poderá ser feita a aplicação de flúor (especial para cada idade).
Numa consulta de rotina, nenhum procedimento "dói", e os pais devem estar conscientes disto para saber como se posicionar frente aos eventuais "chorinhos", típicos nas crianças de pouca idade. Com o amadurecimento da criança e a repetição destes passos, ela se acostuma e acaba se formando um vínculo afetivo e de confiança, que diferencia esta geração das anteriores, por terem o dentista como um amigo.
Quanto antes a criança iniciar este contato, mais facilmente irá incorporar hábitos saudáveis em seu dia-a-dia, prevenindo a instalação dos males bucais. O acompanhamento profissional é importante para que a dentição se desenvolva de forma saudável, já que o diagnóstico precoce de qualquer anomalia poderá favorecer o tratamento.
Se possível, não deixe que a primeira consulta se dê em um momento de dor e emergência. É comum os pais "deixarem para depois" a primeira visita ao dentista, que é quando a criança constrói suas primeiras impressões, e serem pegos de surpresa com imprevistos como quedas batendo os dentes, por exemplo. Antes da primeira consulta apenas avise que a criança irá conhecer um amigo que ajudará a cuidar de seus dentes. Deixe o resto por conta do profissional, que certamente saberá lidar com a curiosidade e os medos (se houverem) da criança.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Check up dental antes de engravidar!

Mulheres tentando engravidar devem ser avisadas sobre a importância do uso de fio dental e da escovação dentária, uma vez que cientistas da University of Western Australia descobriram que a boa higiene bucal pode colaborar para que a gravidez ocorra dois meses mais rapidamente, já que as doenças periodontais causam inflamações que podem contaminar o sistema circulatório, prejudicando outras partes do corpo.
Para a descoberta, os cientistas acompanharam 3.500 mulheres ao longo de suas gestações, perguntando como e por quanto tempo elas haviam planejado a gestação, descobrindo que aquelas que possuíam problemas peridontais levaram cerca de sete meses até engravidar, enquanto as que se mantinham saudáveis levaram apenas cinco meses.
Os cientistas também confirmaram estudos prévios que sugeriam que a idade, peso e o fato de ser ou não fumante impactam na capacidade de engravidar. “Este é o primeiro estudo que comprova que a doença periodontal exerce influência negativa na fertilidade de forma tão importante quanto a obesidade”, disse o Professor Roger Hart, autor da pesquisa, que não identificou quaisquer ligações entre o nível social da mulher e sua fertilidade.
O cientista sugeriu que todas as mulheres que estejam tentando engravidar visitem o dentista com regularidade para checar problemas bucais. Os problemas peridontais já foram relacionados a abortos e partos prematuros, assim como doenças cardíacas, diabetes do tipo 2, problemas renais e respiratórios.

E você, já marcou sua consulta no dentista?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O mau hálito e suas relações com as doenças bucais e sistêmicas

Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave. O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar.

Causas principais do mau hálito:
  • Fatores externos – alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal – quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;
  • Enfermidade bucal – gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais – formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas – as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório – garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia) – que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas – diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

    Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?

    Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

    Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

    Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista). Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas têm a sensação de boca seca devido a medicamentos, disfunção das glândulas salivares ou ao fato de estarem passando por tratamento de câncer com rádio ou quimioterapia. Por favor, consulte seu médico, cirurgião maxilofacial ou oncologista e siga as orientações que lhe derem sobre os produtos que podem aliviar os sintomas da boca seca. As pessoas que têm diabetes, problemas renais, hepáticos ou distúrbios gastrintestinais devem consultar um clínico geral, um urologista ou gastroenterologista para saber como reduzir o mau hálito.
Entre em contato com seu dentista e peça informações sobre a especialidade médica indicada para resolver seu problema de mau hálito.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bruxismo pode causar enxaqueca

Competições no trabalho, dificuldades financeiras e sentimento de culpa com relação aos filhos pequenos são queixas comuns entre mulheres que sofrem de bruxismo (apertar e/ou ranger os dentes durante o sono) e dores craniofaciais. A dor têmporomandibular costuma repercutir por toda a cabeça, maxilar, pescoço, ouvidos e até mesmo nas costas, limitando atividades como falar, morder e mastigar.
O tratamento do bruxismo também passa pelo diagnóstico e tratamento de depressão, estresse, ansiedade ou medo. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Pesquisa Crâniofacial e Dental revela que 10,8 milhões de pessoas sofrem de dores na articulação têmporomandibular. Muitas das pacientes que desconhecem a doença chegam a acreditar que se trata de dor de cabeça crônica ou enxaqueca.
As mulheres somatizam mais os problemas do que os homens, concentrando muita energia na região da cabeça. Durante os períodos mais críticos, a paciente pressiona tanto as arcadas dentárias que é como se uma pessoa passasse 24 horas por dia trabalhando o músculo da perna. Em pouco tempo, a dor se torna insuportável e a paciente tem a impressão de que tudo dói.
Alguns fatores locais também contribuem para acentuar a dor, como alterações respiratórias, o vício de roer unhas ou o hábito de mascar chicletes. É importante que um profissional preparado identifique as causas do distúrbio, orientando sobre pequenas mudanças que contribuirão para atenuar o problema. Pacientes com disfunção têmporomandibular devem fazer uso noturno de uma placa interoclusal, que restringe o movimento de apertar ou ranger os dentes durante o sono. Além disso, deve receber acompanhamento clínico constante.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ortodontia pode rejuvenecer a face

De acordo com uma pesquisa realizada por médicos da University of Rochester Medical Center, em Nova York, com o passar do tempo ocorrem alterações nos ossos faciais, principalmente na maxila, implicando em uma aparência mais envelhecida.
A estratégia de rejuvenescimento, se combinada, potencializa-se em seus resultados. E aí entram os modernos e avançados tratamentos ortodônticos para adultos que, associados a intervenções da medicina estética e/ou plástica, podem proporcionar melhoria significativa da aparência do rosto.
Durante o estudo da Universidade de Rochester, os pesquisadores avaliaram 120 tomografias faciais, de homens e mulheres com idade entre 20 e 36 anos, considerados jovens, 41 a 64 anos, denominados médios, e indivíduos com 65 anos ou mais, os mais velhos. Foram realizadas medições para saber o comprimento e a largura da face e o osso da mandíbula.
O resultado demonstrou que, com o passar dos anos, o ângulo da mandíbula aumenta e há uma perda da definição da borda inferior do rosto. Com este declínio do volume da mandíbula, os tecidos moles da parte inferior da face e do pescoço não têm apoio suficiente, contribuindo para a flacidez da pele e a diminuição da projeção do queixo — esclarece.
A falta de apoio dos tecidos moles — aí incluídos os dentes corretamente organizados nas arcadas — faz com que o rosto fique com contornos ovais na parte inferior da face, e a pele flácida também influencie na aparência do pescoço, que fica com aspecto mais envelhecido.
Outros fatores que intensificam o envelhecimento facial são as anomalias dentofaciais, que incluem alterações nas posições dos dentes, das funções da face, questões ósseas e musculares. Por isso, além de fazer uma reabilitação oral e propiciar um sorriso bonito, a ortodontia também busca o rejuvenescimento da face —ressalta Juarez Köhler, também especialista em ortodontia e ortopedia facial.
Associada a outras especialidades odontológicas e médicas, a ortodontia visa à estética bucal e facial (tecnicamente denominada de região dentofacial), graças à percepção integrada do paciente. Muitas pessoas que fizeram tratamentos ortodônticos puderam voltar a sorrir e observar o quanto é importante para a auto-imagem e auto-estima, ter uma face rejunescida em seu aspecto geral, mais adequada à nova realidade.
Muitos sinais do envelhecimento, como as rugas, sulcos, aprofundamento do perfil, apinhamento dentário, perda de volume labial e de suporte nasal ocorrem ou se intensificam por causa da má posição ou da ausência de dentes. Por este motivo um sorriso harmonioso tem como consequência uma face mais jovem — destaca Juarez.
Os avanços científicos e tecnológicos permitiram aos profissionais da ortodontia uma visão sistêmica do paciente. Durante a avaliação, o indivíduo é analisado sob diversos aspectos, inclusive sobre a chamada quarta dimensão — o tempo.
O ortodontista conhece o crescimento, o desenvolvimento e o envelhecimento dos tecidos moles e duros da face, dos dentes e dos ossos que compõe o rosto e também fazem parte das funções do sistema estomatognático, que envolve a boca, a língua, os dentes, as articulações têmporo-mandibulares (ATMs), os músculos faciais e mastigatórios, diversos ossos, as glândulas salivares e suas relações com outras partes do organismo — evidencia Juarez.
Para que o profissional tenha esta visão integrada ele deve analisar os tecidos moles do rosto durante o repouso e também durante a execução de suas funções e os efeitos do envelhecimento destes tecidos e dos ossos. A redução da exposição da gengiva e dentes superiores durante o sorriso, o caimento dos lábios nos cantos da boca, a perda óssea vertical e horizontal e o aumento do espaço entre os dentes são outras características do envelhecimento facial.
Ambos os especialistas enfatizam que problemas ortodônticos ou ortopédico-faciais que não receberam tratamento durante a infância ou adolescência acabam intensificando ainda mais o processo de envelhecimento.
O segredo é sempre manter a unidade e a naturalidade do rosto, respeitando todas as suas características, em compatibilidade com as diversas faixas etárias. Os modernos recursos terapêuticos tem como resultado a melhoria facial, com reflexos diretos na auto-estima, na qualidade de vida e no bem-estar — acrescenta Gerson.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

30 motivos para ir ao dentista

       Você sabia que fugir do dentista pode lhe causar muita dor de cabeça? Isso mesmo, adiar sua visita com desculpas de falta de tempo ou de dinheiro só irá prejudicar o seu sorriso e a sua saúde. Abaixo você confere a lista com 30 motivos para se ir ao dentista regularmente:
1.     Manter a saúde do corpo: a saúde começa pela boca. Uma má mastigação ou mesmo uma mordida errada podem ocasionar desde dores de cabeça até problemas cardíacos.
2.     Reconquistar a auto-estima: manter um sorriso saudável e harmonioso é uma boa maneira de você ficar bem consigo mesmo. O sorriso é seu cartão de visitas.
3.     Prevenção: prevenir cáries, doenças periodontais e mau hálito evita problemas futuros no cuidado com os dentes e gastos em longos tratamentos.
4.     Manter os dentes limpos: uma higienização bem feita depende da escovação dos dentes e da língua, do uso de fio dental, de anti-sépticos bucais e de escova lingual, garantindo a não-formação da placa bacteriana, de cáries e tártaro. Mesmo com uma boa higiene, existe acúmulo de tártaro em algumas regoões, que só são removidos por limpeza profissional.
5.     Substituir restaurações: suas antigas restaurações manchadas podem ser substituídas por resinas mais atuais que são imperceptíveis e duradouras.
6.     Colocação de prótese: os implantes e as próteses possibilitam a substituição de um ou mais dentes perdidos.
7.     Alinhar os dentes: dentes tortos, além de serem esteticamente feios, diminuem o rendimento mastigatório, causam dores de cabeça e ouvido, prejudicam a fonética, entre outros problemas.
8.     Perder o medo: dentista não é mais sinônimo de dor. Hoje, o tratamento dentário é muito mais eficaz, rápido e indolor com a tecnologia disponível nos consultórios.
9.    Evitar problemas cardíacos: quase ninguém sabe, mas as bactérias do tártaro podem causar doenças no coração. A endocardite bacteriana, um tipo de problema cardiológico decorrente de processos infecciosos, pode ter origem na cavidade oral e causar a proliferação de bactérias nocivas ao organismo.
10.  Evitar dor de dente: a melhor solução para a dor de dente é a prevenção. Visitas periódicas ao dentista, mesmo sem a existência de qualquer sintoma, podem detectar o problema desde cedo, garantindo o sucesso do tratamento.
11.  Incentivar seus filhos: as crianças devem freqüentar desde cedo o dentista, para se familiarizar com o ambiente e realizar a prevenção. Dessa maneira, elas mantêm a saúde bucal e criam o hábito, combatendo a "odontofobia".
12.  Ter um sorriso invejável: um sorriso bonito rejuvenesce as feições, aumenta auto-estima, melhora a fonética e te deixa lindo aos olhos de todos.
13.  Fugir do mau hálito: 90% das causas do mau hálito estão na boca. Escovar os dentes e a língua é essencial para manter um bom hálito. Visitar o dentista duas vezes ao ano também pode evitar uma situação desagradável.
14.   Deixar os dentes brancos: já existem muitas técnicas para clarear as diversas manchas nos dentes. O seu dentista irá realizar o tratamento indicado para o seu caso.
15.    Mastigar melhor: mastigar bem não quer dizer mastigar muito. A perda de dentes, dentes tortos, sensibilidade nas gengivas, próteses frouxas ou falta de obturações podem ser responsáveis pela má mastigação. A boa mastigação minimiza ou elimina problemas futuros no aparelho digestivo, além de te deixar muito disposta.
16.     Acabar com a sensibilidade: a solução para aquela sensibilidade que impede de tomar um café ou um sorvete está no seu dentista. Procure-o no dia em que a sensibilidade estiver se manifestando mais para que possa identificá-la melhor.
17.    Evitar constrangimentos em público: conviver com pequenos defeitos não é fácil. Para evitar constrangimento e vergonha de aparecer em público, procure o dentista para eliminar problemas como dente torto, escuro, com manchas, diastema e outros.
18.    Não roncar: o ronco incomoda o seu sono e quem está do seu lado. A intervenção do dentista nesses casos não é definitiva, mas ajuda a eliminar o zumbido. A técnica trata-se de colocação de uma placa que permite um sono mais leve e impede o desgaste dos dentes.
19.   Tirar o siso: um incômodo para muitas pessoas é o dente do siso, o terceiro molar que costuma nascer próximo da maioridade e pode provocar muita dor.
20.    Limpar a fundo: mesmo realizando a higiene bucal diariamente, existem lugares que a escova não alcança, acumulando placa na gengiva e entre os dentes. Para realizar uma limpeza mais a fundo, o seu dentista irá realizar a técnica de profilaxia (limpeza embaixo das gengivas).
21.   Prevenir o câncer bucal: exames periódicos ajudam a identificar pequenas lesões que, se não tratadas, poderão evoluir para alguma forma de câncer.
22.   Aplicar flúor: A fluoração nos dentes ajuda na prevenção contra o surgimento de cáries.
23.  Acabar com a dor de cabeça: problemas na articulação temporomandibular (ATM) podem estar relacionados a dores de cabeça.
24.  Corrigir maus hábitos: em conversa com o seu dentista, ele identificará seus maus hábitos, como morder os lábios, roer unhas ou mastigar canetas, mostrará os malefícios dessas atitudes e estimulará a desvincular-se deles.
25.  Tratar cáries: tratar cáries assim que elas surgem evita procedimentos mais dolorosos como tratamentos de canal e das gengivas.
26. Tratar aftas ou herpes: o tratamento das aftas impede que elas se alastrem. Caso contrário podem se tornar dolorosas e serem passadas em forma de infecção herpética ou lesões persistentes.
27.  Lesões bucais podem ser conseqüência de alguma doença, o dentista irá indicar um especialista.
28.  Adenóide ou amígdalas. Resolvendo o problema, além das vantagens estéticas, haverá melhora fonética e do próprio aparelho respiratório. O dentista poderá identificar a necessidade de encaminhamento para o otorrinolaringologista.
     29. Corrigir a linha do sorriso: um sorriso alinhado possibilita uma estética superior.

     30. Ter a certeza de que sua saúde bucal está em ordem!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

INVISALIGN PARA ADOLESCENTES!!!!

Invisalign® Teen
Invisalign® Teen é indicado para os pais preocupados em corrigir os dentes dos filhos que não se encaixam no perfil do sorriso metálico ou não podem fazer uso do aparelho tradicional pelo risco de machucar a boca durante a prática constante de esportes ou agitações comuns decorrentes da idade.

Produzido com tecnologia de ponta, o Invisalign® Teen vai antecipar a permissão do uso do Invisalign, de 14 para 11 anos de idade, quando os dentes ainda não estão todos presentes na boca. É que a base do tratamento Invisalign é planejado por um programa de imagens em 3D, denominado ClinCheck, que simula a boca do cliente e o futuro tratamento formulado por um ortodontista credenciado pela empresa em qualquer local do planeta. No Invisalign Teen o programa ganha um adendo que prevê a posição futura dos dentes em função do surgimento dos novos dentes permanentes.

Invisalign® Teen é mais higiênico, já que pode ser retirado durante refeições e para higiene, preservando a saúde da boca. Há também um dispositivo azul que possibilita a monitoração do tempo de uso, imprescindível para o sucesso do tratamento. Vale ressaltar mesmo assim que o número de alinhadores para cada caso é determinado no início do tratamento, por meio do ClinCheck, prevendo-se exatamente quantos meses vai durar. Com isso, passa para os pais e seus filhos a responsabilidade pelo término do tratamento na data prevista, sem surpresas desagradáveis para o bolso.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Você tem dentes sensíveis?

Se você evita tomar sorvetes, sucos e refrigerantes gelados devido à grande sensiblidade nos seus dentes, pode estar sofrendo de sensibilidade dentária.

O que quer dizer ter dentes sensíveis?
A sensibilidade dentária é a dor causada por desgaste da superfície do dente. A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis às cáries e doenças gengivais.

Como saber se meus dentes são sensíveis?
Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes ou frias, seus dentes são sensíveis. Mas não é só você que sente isto. É um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.

Como tratar dentes sensíveis?
Em primeiro lugar, fale com seu dentista. A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxagüante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais. Uma escovação muito forte, uma prótese parcial com grampos e aparelhos muito apertados e justos podem também levar à abrasão.  Existem também tratamentos realizados no consultório para a sensibilidade dos dentes, que incluem recobrimento com resina, uso de dessensibilizantes, entre outros.