quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Contenção após tratamento ortodôntico

Após a movimentação ortodôntica e tratamento da má oclusão há uma tendência de retorno dos dentes às posições iniciais, devido à presença de fibras elásticas ao redor dos dentes. Esta tendência, chamada recidiva, pode ser eliminada com a utilização de contenções, que podem ser fixas ou removíveis. Assim o objetivo da contenção ortodôntica pode ser definido como: manutenção dos dentes em posições estáticas e funcionais ideais.O tempo de permanência da contenção está relacionado à idade do paciente, características e severidade da má oclusão, hábitos e outros fatores etiológicos, mecânica empregada e experiência clínica do ortodontista. Como não se pode prever os casos que irão apresentar recidiva, ou o tempo de contenção necessário, a contenção por tempo indefinido tem sido recomendada para se manter os resultados finais alcançados com o tratamento ortodôntico

As contenções ortodônticas podem ser fixas ou removíveis. No caso dos dentes superiores, normalmente opta-se pela contenção removível, devido à maior facilidade de adaptação e utilização pelos pacientes. Já no caso dos dentes inferiores, há uma tendência geral dos ortodontistas optarem pela contenção fixa, devido às dificuldades de adaptação, estética e ao movimento da língua que pode levar ao desajuste do aparelho removível. A maioria dos ortodontistas tem preferido manter a contenção colada nos dentes inferiores para sempre.

De acordo com o tipo de tratamento executado, o ortodontista deverá planejar retornos de reavaliação das posições dos dentes e da adaptação das contenções, assim como encaminhamentos para realização de limpezas periódicas e outros tratamentos que forem necessários.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A primeira consulta ao dentista

Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas atualmente recomenda-se que a primeira visita ao dentista seja feita no primeiro ano de vida, pois é nesta fase que normalmente chegam os dentinhos e com eles muitas dúvidas quanto aos seus cuidados.
É no primeiro ano de vida que se estabelecem os hábitos de higiene oral, amamentação, alimentação e muitas vezes de sucção de chupetas e dedo que, se em desequilíbrio, poderão levar ao aparecimento de cáries, problemas gengivais e mal-oclusões (mal encaixe entre os dentes e possível desarmonia de língua e lábios). Sim, bebês podem ter cáries, gengivite, e problemas de mordida! Mas tudo isto pode ser prevenido e evitado.
É também entre o primeiro e o segundo ano de vida que se tem uma grande incidência de quedas envolvendo a região bucal, quando a criança começa a dar os primeiros passos, embora sem muita coordenação. E estes acidentes merecem cuidado, frente as variadas seqüelas que se poderá ter nos próprios dentes de leite e nos permanentes (que já se encontram em formação).
A primeira visita ao dentista reserva muitas boas surpresas e novidades que normalmente encantam os pequenos pacientes. É dividida em diferentes momentos, que assim como os procedimentos e técnicas que serão comentadas a seguir, irá variar de acordo com a formação do profissional, a necessidade e a idade do paciente.
Após perguntas sobre a saúde geral da criança, faz-se uma detalhada conversa com os responsáveis, para que se conheça o risco que a criança tem em desenvolver problemas bucais, e se conheça o pequeno paciente também.
É feita então a apresentação do meio odontológico da forma mais acolhedora possível, visando estimular a curiosidade da criança, sempre com explicações coerentes à sua faixa etária.
O próximo passo é o exame da criança, uma inspeção visual onde registra-se a situação atual de desenvolvimento da boquinha e procura-se qualquer anormalidade em dentes e gengivas e nas funções relacionadas à face, como sucção, respiração, deglutição, mastigação, fala, etc.
Para a limpeza ("Profilaxia"), poderá ser colocado um corante, chamado "evidenciador de placa bacteriana", que colore apenas as placas bacterianas, para que os pais possam visualizar se a limpeza feita em casa está sendo efetiva, e para que se possa orientá-los a contornar as dificuldades. A limpeza dos dentinhos poderá ser feita com a escovinha giratória e o fio dental, e também poderá ser feita a aplicação de flúor (especial para cada idade).
Numa consulta de rotina, nenhum procedimento "dói", e os pais devem estar conscientes disto para saber como se posicionar frente aos eventuais "chorinhos", típicos nas crianças de pouca idade. Com o amadurecimento da criança e a repetição destes passos, ela se acostuma e acaba se formando um vínculo afetivo e de confiança, que diferencia esta geração das anteriores, por terem o dentista como um amigo.
Quanto antes a criança iniciar este contato, mais facilmente irá incorporar hábitos saudáveis em seu dia-a-dia, prevenindo a instalação dos males bucais. O acompanhamento profissional é importante para que a dentição se desenvolva de forma saudável, já que o diagnóstico precoce de qualquer anomalia poderá favorecer o tratamento.
Se possível, não deixe que a primeira consulta se dê em um momento de dor e emergência. É comum os pais "deixarem para depois" a primeira visita ao dentista, que é quando a criança constrói suas primeiras impressões, e serem pegos de surpresa com imprevistos como quedas batendo os dentes, por exemplo. Antes da primeira consulta apenas avise que a criança irá conhecer um amigo que ajudará a cuidar de seus dentes. Deixe o resto por conta do profissional, que certamente saberá lidar com a curiosidade e os medos (se houverem) da criança.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Check up dental antes de engravidar!

Mulheres tentando engravidar devem ser avisadas sobre a importância do uso de fio dental e da escovação dentária, uma vez que cientistas da University of Western Australia descobriram que a boa higiene bucal pode colaborar para que a gravidez ocorra dois meses mais rapidamente, já que as doenças periodontais causam inflamações que podem contaminar o sistema circulatório, prejudicando outras partes do corpo.
Para a descoberta, os cientistas acompanharam 3.500 mulheres ao longo de suas gestações, perguntando como e por quanto tempo elas haviam planejado a gestação, descobrindo que aquelas que possuíam problemas peridontais levaram cerca de sete meses até engravidar, enquanto as que se mantinham saudáveis levaram apenas cinco meses.
Os cientistas também confirmaram estudos prévios que sugeriam que a idade, peso e o fato de ser ou não fumante impactam na capacidade de engravidar. “Este é o primeiro estudo que comprova que a doença periodontal exerce influência negativa na fertilidade de forma tão importante quanto a obesidade”, disse o Professor Roger Hart, autor da pesquisa, que não identificou quaisquer ligações entre o nível social da mulher e sua fertilidade.
O cientista sugeriu que todas as mulheres que estejam tentando engravidar visitem o dentista com regularidade para checar problemas bucais. Os problemas peridontais já foram relacionados a abortos e partos prematuros, assim como doenças cardíacas, diabetes do tipo 2, problemas renais e respiratórios.

E você, já marcou sua consulta no dentista?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O mau hálito e suas relações com as doenças bucais e sistêmicas

Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave. O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar.

Causas principais do mau hálito:
  • Fatores externos – alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal – quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;
  • Enfermidade bucal – gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais – formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas – as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório – garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia) – que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas – diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

    Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?

    Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

    Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

    Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista). Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas têm a sensação de boca seca devido a medicamentos, disfunção das glândulas salivares ou ao fato de estarem passando por tratamento de câncer com rádio ou quimioterapia. Por favor, consulte seu médico, cirurgião maxilofacial ou oncologista e siga as orientações que lhe derem sobre os produtos que podem aliviar os sintomas da boca seca. As pessoas que têm diabetes, problemas renais, hepáticos ou distúrbios gastrintestinais devem consultar um clínico geral, um urologista ou gastroenterologista para saber como reduzir o mau hálito.
Entre em contato com seu dentista e peça informações sobre a especialidade médica indicada para resolver seu problema de mau hálito.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bruxismo pode causar enxaqueca

Competições no trabalho, dificuldades financeiras e sentimento de culpa com relação aos filhos pequenos são queixas comuns entre mulheres que sofrem de bruxismo (apertar e/ou ranger os dentes durante o sono) e dores craniofaciais. A dor têmporomandibular costuma repercutir por toda a cabeça, maxilar, pescoço, ouvidos e até mesmo nas costas, limitando atividades como falar, morder e mastigar.
O tratamento do bruxismo também passa pelo diagnóstico e tratamento de depressão, estresse, ansiedade ou medo. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Pesquisa Crâniofacial e Dental revela que 10,8 milhões de pessoas sofrem de dores na articulação têmporomandibular. Muitas das pacientes que desconhecem a doença chegam a acreditar que se trata de dor de cabeça crônica ou enxaqueca.
As mulheres somatizam mais os problemas do que os homens, concentrando muita energia na região da cabeça. Durante os períodos mais críticos, a paciente pressiona tanto as arcadas dentárias que é como se uma pessoa passasse 24 horas por dia trabalhando o músculo da perna. Em pouco tempo, a dor se torna insuportável e a paciente tem a impressão de que tudo dói.
Alguns fatores locais também contribuem para acentuar a dor, como alterações respiratórias, o vício de roer unhas ou o hábito de mascar chicletes. É importante que um profissional preparado identifique as causas do distúrbio, orientando sobre pequenas mudanças que contribuirão para atenuar o problema. Pacientes com disfunção têmporomandibular devem fazer uso noturno de uma placa interoclusal, que restringe o movimento de apertar ou ranger os dentes durante o sono. Além disso, deve receber acompanhamento clínico constante.